PARECIS É O 1º MUNICÍPIO CONTEMPLADO
A população de Parecis,
localizado a 580 quilômetros de Porto Velho, recebeu na manhã de hoje (sábado)
as equipes da Operação Aciso, com prestação de serviços na área da saúde e
cidadania.
Pela manhã foram realizadas consultas e exames médicos e atendimentos
odontológicos expedição de Carteiras
Profissional e de Identidade.
Equipe da Operação Aciso, formada por 31 profissionais, saiu de Porto Velho na sexta-feira, dia 26 de julho.
A Operação estava agendada
anteriormente para ter início na quarta-feira, mas problemas administrativos
atrasaram o deslocamento das equipes que saiu de Porto Velho só na sexta-feira pela manhã. Os
trabalhos serão realizados ao longo do dia deste sábado, no domingo e na
segunda-feira até às 12 horas. Os atendimentos
médicos odontológicos estão acontecendo
nas dependências do Hospital de Pequeno Porte
Francisco Amaral Brito e a expedição de documentos na Escola Benedito
Laurindo Gonçalves, ambos no Centro, nas proximidades da Praça da Matriz.
Para o prefeito Luiz Amaral
Brito, a presença da Operação Aciso aconteceu no momento mais oportuno, quando
a cidade está praticamente sem médico e sem dentista e acumulando uma grande
demanda pelos documentos pessoais. Assim como a maioria dos municípios rondonienses, Parecis também está passando
por grandes dificuldades. A arrecadação, de acordo com o Prefeito é zero e os
repasses recebidos do Estado e da União
não atendem as necessidades básicas da administração. Motivo pelo qual
ele agradeceu muito pela passagem da Operação pela cidade, e pediu ao major
Paulo Nery, coordenador da Operação, o retorno das equipes o mais breve possível, por um período maior de permanência,
oportunizando aos moradores da zona
rural acesso aos serviços.
O coordenador geral da Operação Aciso, Major PM dentista, Nery e o prefeito de Parecis Luiz Amaral
Se o prefeito ficou satisfeito
com a presença da Operação Aciso em Parecis, as pessoas que buscaram atendimento,
ao serem entrevistadas também deixaram claro a importância dos serviços. Aparecida Saldanha Alves, de 33 anos,
moradora da P-14, localizada a cerca de 10 quilômetros da sede do munícípio foi
atendida pelo dentista, onde fez uma extração de um dente sem recuperação
e ao passar pela consulta médica, foi
advertida de que precisa buscar um tratamento com especialista. “Eu fiz um
exame, mas não tinha pra quem mostrar, hoje a doutora viu e disse que eu preciso correr com o tratamento,
porque o caso é grave; quer dizer, sem médico agente pode morrer de uma hora
pra outra sem saber que está doente”, desabafou.
Aparecida aproveitou para levar o
filho Gustavo, de 10 anos ao dentista. A mãe, Maria Saldanha, de 58 anos e o
pai, Jasmiro Pinheiro de 59, também aproveitaram para se consultarem. “A saúde
aqui está muito ruim, falta médico e dentista e também não tem remédios na
farmácia”, reclamou Maria Saldanha, que é obrigada a ir a Cacoal para fazer
tratamento cardiológico. Segundo ela, que mora na Linha Capa Quatro, nem sempre
tem recursos para se deslocar até Cacoal.
Texto: Alice Thomaz
Fotos: Marcos Freire.